Sobre mares, encontros e despedidas


Hoje a gente se viu. Nos encontramos na praia, mesmo estando frio.
Você já estava lá. Eu me atrasei porque fiquei te vendo de longe por alguns minutos. Teria ficado mais, se você não estivesse me ligando, fazendo com que todos os olhos se voltassem para o toque absurdo do meu celular.
Foi difícil me aproximar. Não sei se culpo a areia ou o amor, mas eu mal conseguia sair do lugar e nem precisei, você já estava vindo em minha direção. Enquanto eu tentava repassar mentalmente as cinquenta frases prontas que decorei pra conseguir te dizer adeus, você apenas sorria.
Parece estar tão magro, será que estão mesmo cuidando de você lá?
É uma droga, uma grande droga vir aqui hoje achando que estava pronta para dizer que não queria mais te ver, mas olha só pra mim! Estou triste só de pensar que você não deve estar se alimentando direito longe dos meus olhos; que deve estar trabalhando e estudando demasiadamente.
Eu pensei em, no mínimo, uma centena de coisas enquanto você se aproximava. Eu tinha todos os motivos do universo para dizer adeus e apenas um para dizer eu te amo.
A minha balança deve estar com problemas, porque o motivo solitário pesou. E essa foi a primeira coisa que saiu da minha boca quando você estava perto demais: eu te amo.

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