Automático

Ela ligou o automático.
Derrepente tudo ficou mais fácil. Ela acordava, estudava, trabalhava e não vivia nada disso.
Era como se ela assistisse a própria vida passando diante dos seus olhos, sem sentimentos e sem vontades.

Talvez ela estivesse fugindo. Do complexo. Da vida.


Então ela começou a perceber que o sentido da vida, na verdade não era nada daquilo que ela sempre acreditou.
A vida não se resumia em felicidade instantânea e nem em "amores" passageiros.
Percebeu que o único amor verdadeiro aqui na terra é da família.
Não importa qual é a sua família. Se ela é de sangue ou se é família por escolha. Ela vai ser a unica coisa mais perto do Amor de verdade que você vai ter na vida, aqui nesse universo.

Ela agora está no momento de transição.
Sabe que o automático não é bom, mas também sabe que assumir a vida em todo seu complexo é pra poucos.
Ela costumava ser forte, mas nos últimos tempos a fraqueza tem tomado conta daquele corpo, daquela mente.
E o que estava acabando com ela pouco a pouco, era o cansaço mental.
Passou a desistir lentamente de tudo que a rodeia.
Desistir não é só coisa de gente fraca. Mas sim, ela se encontrava nessa situação.

Talvez as pessoas a olhem e a julguem pela maneira como age e como fala (escreve). Mas ela não se importa, porque o que entrete gente medíocre é ter o que falar de alguém e, na verdade, poucos se importam com ela de verdade. Ela prefere se importar com esses poucos.
Quem sabe nessa fase de transição ela consiga desligar o automático? Quem sabe ela só precise de um empurrão? Mas também, quem sabe, não.


Letícia Sally.

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