Ela e suas Borboletas no Estômago


De repente.

Foi assim que tudo começou.
No início ela não tinha fé nele. Não o conhecia bem, então não tinha certeza de onde isso tudo a levaria.
Ela até tentou fugir, mas não pôde.
Ele se tornou tudo que ela tinha, ele se tornou a vida dela.

Sempre ouviu Erika, que era como uma irmã, tentar descrever como se sentia quando estava ao lado de Bruno.

"É mais que um mero frio na barriga. É como ter borboletas no estômago." dizia Erika.

Talvez ela nunca tenha gostado de clichês, mas agora sente alguma verdade nessa frase.
Certos sentimentos não tem explicação, e nem precisam. Eles simplesmente são.
Cabe a nós sentir, e quem sabe as vezes atribuir alguns clichês à eles.
Ele tinha esse poder. Causava nela esse sentimento toda vez que a tocava, que sorria, que sussurrava 'te amo', ou simplesmente a olhava.
"Aquele olhar!" pensou.
Seus olhos dizem tudo.
Dizem 'te amo', dizem 'te quero' e dizem 'vou cuidar de você para sempre'.
Para ela não existe maior expressão do que aquela que está sempre presente naqueles olhos verdes.
Frio na barriga de ansiedade toma conta dela agora.
Querer estar ao lado dele no momento em que escreve essas palavras a faz sentir como em uma montanha russa.
"Paciência." ela diz, como se quisesse se convencer de que é preciso ter. "Paciência!"

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